Em um único prato é possível conviverem diversos insumos e diferentes gêneros, permitindo ao chef e ao cozinheiro total liberdade de ação e criatividade.
Para Roberto Markan, o Moranga nasceu definindo-se como um restaurante que servia para seus convivas uma comida com estilo francês, toques da cozinha italiana e especialmente preparada com algumas vertentes de componentes da cozinha romântica e de muito estilo da sua avó. “Nossa família é tradicional. Temos nosso olhar voltado para a história com um passo sempre a frente que nos define no futuro. Gosto de receber bem assim como minha mãe e minha avó, que sempre fizeram questão de acolher. Por isso que o Moranga é um espaço criado com esse estilo de pensar e para que aconteça é preciso ter uma culinária pronta para emocionar tanto pelo sabor quanto pela qualidade e também pelo sentido estético”.
A definição de Markan nos remete a comida considerada como contemporânea porque ela sintetiza várias culturas, tem frescor, criatividade, aroma e sabor. A alegria é predominante nas cores, na estética e na pluralidade. É própria para quem vivencia o mundo globalizado. Os franceses chamam também de cuisine marché porque ela se permite apropriar-se do que há de melhor em cada estação. Parte para o frescor e a exuberância. É uma culinária mais livre. O preestabelecido está longe de aproximar-se da atitude de um restaurante contemporâneo.
“Nosso espírito sintetiza todos os limites e busca expressar-se através da vida, do colorido e do desequilíbrio harmonizado. Apresentamos essa ideia desde a nossa estética proposta no ambiente que é reveladora de uma mescla de peças antigas em contraponto com elementos conceitualmente modernos e alguns componentes leves em contradição com peças mais pesadas. Dessa desconstrução conseguimos harmonizar nossa tendência, nossa personalidade e o diferencial do espaço”, descreve e relata Markan. O mesmo ocorre quando ele se refere a sua comida. Ele diz que foi buscar o Carioca, o chef que está desde o princípio no Moranga porque, segundo Markan, ele cozinha com a alma livre. “Essa é a nossa mais significativa receita. Nosso conviva sente e, quando se percebe, está absolutamente descontraído e relaxado ao som do piano tocado pela minha mãe. Nossa família está sempre presente porque o Moranga traduz nossa história e nossa origem familiar. Gostamos da integração”.
fonte: O Povo Online
















